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Mostrando postagens com o rótulo montanha-russa emocional

Porta aberta

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A cada semana uma história nova, nem ao menos tentava esconder a falta de profundidade dos seus sentimentos, deixava claro logo no início que não esperava futuro de nada. Essa história seria arquivada como muitas outras já foram. Coração de pedra. As palavras dele ainda ecoavam na sua mente. Ela não era assim, mas não estava a fim de provar nada a ninguém. O número de possibilidades diminuíam a cada troca de lua. E a cada lua cheia a profecia se perpetuava. A frieza da lua seria a frieza dela. Agora tinha grades, onde antes nem existia janela. E não adiantava forçar a porta, que só se abria quando ela resolvia deixar alguém entrar. Isso acontecia de tempos e em tempos, e logo após fechar a porta ela já se arrependia da ideia. Seria possível sentir novamente algum dia? O fato de não acreditar muito não encerrava a busca. A curiosidade era sempre maior do que a descrença. E nessa busca desorientada acabou saindo e deixando a porta aberta. Sempre voltava para conferir, mas naquela ...

Não existe, desiste!

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When You Were Young by The Killers on Grooveshark Eu consigo convencer qualquer um, menos você, e isso me torna mais obstinada do que nunca. Por que não eu? Com tantas distrações no mundo, eu escolhi que você fosse a minha. Só que você parece estar tão ocupado em manter a sua reputação de bom moço, que me ignora e me aguça só para ter mais alguém para aumentar o seu ibope.  Cuidado viu, diferente de você, eu não brinco em serviço. Hora dessas você ficará enroscado nas minhas pernas e será difícil continuar mantendo a pinta de bom moço. Aliás, eu acho até que ela nem cai bem em você, porque por dentro você é mau, e comigo você é pior.  O que te falta é coragem, e o resto que sobra é medo. Você sabe que com as outras você até consegue bancar o distante, mas o tempo vem passando e você segue estando próximo sem estar de verdade. Talvez seja mais uma estratégia de manter o seu lugar disponível enquanto você olha ao redor tentando encontrar algo mais apropriado. Não existe,...

Antes o atrito que o contrato

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Fazendo jus ao nome do blog, começo a subir a montanha-russa de novo. Bem devagar, fazendo a maior barulheira de ferro se batendo (poderia chamar de armadura?), criando a maior tensão. Não quero calcular quanto tempo falta até chegar aqueles três milissegundos de completa paz, exatamente antes de despencar e aumentar a velocidade e aí perder o controle de absolutamente tudo.  Não lembro a primeira vez que andei de montanha-russa, mas sempre foi o meu favorito. A sensação de flutuar, ou perder o estômago, ou frio na barriga é a melhor sensação que existe. Nunca andava uma única vez, sempre queria repetir.  E cá estou eu, sentadinha no carrinho, ouvindo a barulheira e de quebra aproveitando a paisagem. Quanto tempo vou subir? Não faço nem ideia, mas sinceramente, estou nem aí.  "Quero no escuro Como um cego tatear Estrelas distraídas... Amoras silvestres No passeio público Amores secretos Debaixo dos guarda-chuvas Tempestades que não param Pára-...

Medo

Eu tenho medo. É uma coisa que martela me alertando para não entrar nessa. Uma luz piscando, dizendo que esse frio na barriga pode se transformar em uma montanha-russa de verdade. Se ao menos você pudesse ler o meu olhar e entender que o que eu digo vai muito além do que eu falo. Eu me fechei, e estou assim há muito tempo, fica difícil deixar alguém entrar. E mesmo com o calor que faz lá fora, aqui dentro está tudo frio e congelando. É que na última vez, fiquei com tanta raiva que joguei os remos fora e voltei nadando cachorrinho. E não adianta você me dizer que é diferente dos outros, eu não acredito mais nisso, ainda mais olhando para o seu olhar de caçador. É quase uma guerra, estou me preparando para lutar novamente, carrego as minhas armas e munições, torcendo para que dessa vez eu consiga me defender direito e garantir a vitória. Meu inimigo não é você. A batalha se passa aqui dentro e todos os meus soldadinhos de chumbo já partiram dessa pra melhor. Mudo de ideia co...

Felizes para sempre!!!!!

Nada melhor do que estreiar o blog com o texto que inspirou o título do mesmo... Martha Medeiros, escritora gaúcha, da qual sou leitora assídua e adoro. Felizes para sempre! O filme Pão e Tulipas conta a história de uma dona-de-casa que viaja de excursão com a família mas é esquecida pelo ônibus num restaurante de beira de estrada. Então ela aproveita a oportunidade para “tirar férias” da vida que levava: pega uma carona, vai pra Veneza e começa a excursionar sozinha por uma nova vida. Ao sair do cinema, me lembrei de uma passagem do livro Ela é Carioca, de Ruy Castro. Lá pelas tantas ele conta que determinada mulher havia viajado muito e freqüentado todas as festas, até que casou, teve três filhos e por pouco não se aquietou. “Se ela se distraísse, acabaria sendo feliz para sempre.” Ser feliz para sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. A personagem de Pão e Tulipas estava sendo feliz pra sempre, até que descobriu que a felicidade mud...