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Rabiscos soltos

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Surpresas desagradáveis Agrados desnecessários Companhia solitária Solidão completa Preciso de um tempo. Não é nada com você, nem nada que você possa ter dito. Eu só precisei voltar para a minha realidade, a qual, felizmente ou não, você não faz parte.  Preciso de um tempo. Não quero te ver, nem saber de ti. Preciso me encontrar e você ofusca a visão que trago de mim mesma.  Preciso de um tempo, um tempo comigo, um tempo com as músicas que eu gosto, com a minha praia preferida, com os sons que adoro ouvir.  Preciso de mim, e não há nada que você possa fazer quando eu acho que ninguém me supre.  Porque eu, eu fui criada assim, sem dono, sem casa, sem porto. Eu me entedio tão fácil quanto me apaixono, e novamente, não é nada com você, não há nada que você possa fazer, eu sou assim e provavelmente não irei mudar. Eu vivo fugindo. De mim mesma, do meu passado, de quem eu possa vir a ser no futuro. Eu não quero o amanhã, eu não quero o ont...

Depois do estrago... só fica o que é essencial!

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Teus Olhos (Faixa Bônus) by Marcelo Camelo on Grooveshark Quando o furacão passa, a sensação de surdez é absurda. Enquanto a poeira assenta, eu olho pro céu, achando beleza naquele estrago que ficou. Talvez seja essa a minha loucura. Ver graça onde ninguém mais vê. Ver beleza onde a maioria vê destruição. A sensação anestésica vem logo em seguida. É uma paz absurda, mesmo diante do estrago feito. Acabou e estou inteira, mas assim como a Dorothy, quando abro os olhos o lugar não é mais o mesmo. Talvez seja porque eu não sou mais a mesma. Ou ainda, talvez essa seja só mais uma das minhas tantas teorias sem nexo. Quero tudo e não sei esperar. Quero correr sem ao menos saber se minhas pernas aguentariam. Quero respirar o ar puro, sem poeira, sem antes conferir se há alguma lesão no meu corpo. Pouco importa, se sentir viva é sempre a cereja do bolo. Quantos por aí apenas sobrevivem, sem fazer barulho ou estrago, passam rastejando pela vida como zumbis, mal amados, acomodados, conf...

Revirando o passado

Hoje, numa limpeza não habitual e acabei encontrando um velho caderno com algumas anotações minhas. Dentre várias, engraçadas, depressivas, raivosas e irônicas, encontrei algumas pérolas que mereciam ser compartilhadas (ou não). Amar significa deixar livre e liberdade é deixar que os outros façam suas próprias escolhas, mesmo que estas não lhe incluam.  Dor de amor só o tempo cura. Dor de corno não tem cura.  E se agora aqui dentro dói Tudo bem, logo passa O que o não não cura Perde-se na memória escassa. Será meu talento rimar? Ou seria melhor cantar? Qualquer coisa vale Desde que eu pare de chorar (essa última foi de doer na alma)